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Pernambuco

Acusado de matar namorada e fingir assalto em saída de show para esconder crime é julgado em Olinda

Caso foi tratado, inicialmente, como latrocínio. Dois meses depois, polícia apontou que Jonata Verçosa de Lima matou a namorada, em 2016. Defesa alega inocência.

Publicada em 05/04/2022 às 18:14h - 17 visualizações

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Começou nesta terça-feira (5), em Olinda, o júri popular do homem acusado de matar e fingir um assalto para esconder a morte de Caroline Marry de Oliveira, estudante de 24 anos assassinada em outubro de 2016 em frente à antiga Fábrica Tacaruna, no bairro de Salgadinho, em Olinda, quando saía de show .

O caso foi tratado, inicialmente, como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Dois meses depois, a Polícia Civil concluiu que se tratava de um assassinato e prendeu Jonata Verçosa de Lima, que foi namorado da vítima. Segundo a investigação, ele não aceitava o fim do relacionamento (confira mais abaixo detalhes do caso).

Cinco anos e quatro meses após ter sido preso, Jonata é réu pelos crime de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, não dar chance de defesa à vítima, e feminicídio. O julgamento, iniciado por volta das 9h, acontece na Vara do Tribunal do Júri do Fórum de Olinda. A sessão plenária é presidida pela juíza Flávia Fabiane Nascimento Figueira.

"O Ministério Público entende que as provas são cabais e contundentes da autoria. O que se espera é que a sociedade pernambucana reconheça a tese, que o Ministério Público condene o réu e seja aplicada a pena justa pelo crime que ele cometeu", declarou.

Três testemunhas foram chamadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para depor. "Foram a delegada de polícia, Gleide Ângelo, que presidiu a maior parte do do inquérito e dois peritos que atuaram ao longo da produção da prova", disse.

O advogado de defesa, Marcellus Ugiette, afirmou que o cliente é inocente e que o processo possui provas que não concluem a autoria do crime.

"A gente está lidando com vida e liberdade. Vida da moça que se foi, que foi assassinada, mas liberdade de alguém que não cometeu o crime. Pelos autos, não há nenhuma prova de que ele cometeu o crime", alegou o advogado.

Após a fase de depoimentos das testemunhas, é iniciada a fase de debates entre acusação e defesa, com 1h30 de duração para cada. Depois, pode acontecer réplica do MPPE com duração de uma hora e tréplica da defesa, com o mesmo tempo.

Encerrado o debate, os jurados reúnem-se em uma sala reservada para decidirem pela culpa ou inocência do réu. Em seguida, a juíza fará a leitura da sentença no plenário

Investigação

O crime aconteceu na madrugada de 23 de outubro de 2016. Na época, Jonata Verçosa de Lima disse para a polícia que foi abordado por um homem quando saía do estacionamento da antiga Fábrica Tacaruna, durante o Festeja Recife.

Ainda no relato aos policiais, ele teria dito que o carro, que era automático, se movimentou durante a abordagem do criminoso, que teria, então, atirado. Caroline, no entanto, só teria percebido que foi alvejada depois. Ela foi socorrida para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, no Recife, mas não resistiu ao ferimento.

A reviravolta no caso aconteceu dois meses depois do crime, em dezembro de 2016, quando o réu, na época com 32 anos, foi apontado como principal suspeito de matar a estudante. A investigação era comandada pela delegada Gleide Ângelo, atualmente deputada estadual pelo PSB.

Segundo a delegada do caso, Jonata contou cinco versões diferentes do crime. Em uma delas, ele afirmou que teria estacionado o carro na Rua Severino Pereira e que foi andando até o Centro de Convenções para a festa - diferente da versão dada sobre estar saindo do estacionamento na Fábrica Tacaruna.

"Depois, ele contou que, quando voltou, parou, pegou o carro e foi abordado na frente da Master Gás, no Complexo de Salgadinho. Só que, em todos os percursos que ele falou, tem câmera de segurança. A gente pegou mais de 30 câmeras. Tem câmera nessa Master Gás, que mostrou que nenhum carro foi abordado", contou a responsável pelas investigações.

Ainda de acordo com a investigação, no dia seguinte ao crime, o acusado foi aos estabelecimentos próximos e tentou pegar as imagens das câmeras de segurança. "Como ninguém deu a imagem, ele ligou ameaçando, dizendo que era traficante, que iria matar todo mundo se fosse passado imagens para a polícia", afirmou Gleide.

"Nós pegamos o número que ligou, pedimos à operadora, e quando chegou o extrato reverso, a ligação foi do telefone dele. Ele comprou um chip, botou no telefone dele e ligou para as empresas que tinham as câmeras dizendo isso", disse.

Perícia e depoimentos

Após as versões diferentes, quando saiu o resultado da perícia, ficou constatado que o disparo que matou Carolina foi feito dentro do veículo. "O tiro foi dentro do carro, com pólvora no carro, e o tiro no coração. Então, quem atirou estava dentro do carro e atirou no coração dela", declarou Gleide Ângelo.

Depoimentos de amigas da jovem ajudaram a Polícia Civil a montar o quebra-cabeça do caso. Elas relataram que os dois já tinham terminado o relacionamento e que Caroline não queria ir ao show, mas acabou cedendo porque ele insistiu. Além disso, a polícia descobriu que Jonata foi preso por porte ilegal de arma em 2015.

"Era uma relação muito conturbada, segundo as próprias amigas dela. Nesse dia, todo mundo estranhou ela ir para essa festa porque queria muito ir para esse aniversário. Ele disse que ele só foi porque ela comprou os ingressos. Não é verdade. Ele comprou e ela praticamente foi obrigada", declarou Gleide.

Para a ela, apesar do que disse a defesa de Jonata, a prova técnica é irrefutável.

g1 PE.

 




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