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Família de PM morto após atirar contra policiais em Salvador chegou a ir de helicóptero para ajudar negociação

Wesley Soares Gomes estava tendo um \'possível surto\' ao longo de negociação, que durou 3 horas e meia. Segundo Comandante-geral da PM-BA, chegada da família foi no momento em que ele foi atingido.

Publicada em 29/03/21 às 11:53h - 52 visualizações Rádio Inajá FM

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Familiares do PM que foi baleado e morto pela polícia após atirar para cima e contra policiais, na tarde de domingo (28), na região do Farol da Barra, chegaram a pousar em Salvador, em helicóptero da Polícia Militar, como estratégia para que ele se rendesse. No entanto, de acordo com o comandante-geral da PM, Paulo Coutinho, durante coletiva nesta segunda-feira (29), o soldado, que estava em "possível surto", foi baleado no local, no momento em que o veículo aéreo posou. (Veja ao final da reportagem a ordem cronológica dos acontecimentos)

Vídeo flagra momento em que PM atira em policiais e é baleado
Segundo o comandante-geral, o processo de investigação começou ainda no domingo (28), e é uma situação em que a obrigação funcional da polícia é dar “celeridade” aos esclarecimentos.

“A gente lamenta profundamente uma ocorrência dessa situação, principalmente envolvendo o integrante da corporação. Agora, temos que lembrar que a instituição corre mais uma vez uma situação de conflito, de crise, para resolver um fato que poderia ter atingido, que poderia ter outras vítimas. E foi isso que foi feito pela tropa especializada”, disse.

Paulo Coutinho voltou a afirmar que o soldado Wesley Soares não havia apresentado anteriormente episódios que indicassem problemas psicológicos.


“Não, 13 anos de Polícia Militar, formado em 2008, e não tinha apresentado qualquer situação que levasse preocupação por parte da instituição para tratar”, afirmou.

O comandante-geral também revelou que o governo da bahia contratou 20 psicólogos para trabalhar com os policiais militares.

“A sociedade contemporânea, e a Polícia Militar é uma instituição que faz parte disso... Nós temos tido o cuidado, temos inclusive um trabalho através da psicologia, com 20 psicólogos recentemente contratados pelo governo do estado, para dar suporte para esse efetivo. E como eu disse: é uma sociedade que vive as questões atuais e também sofrem por serem seres humanos”, façou o comandante-geral.

Atuação dos militares na ocorrência
Sobre a atuação dos militares na ocorrência, o comandante-geral disse que o revide dos policiais faz parte da doutrina de gerenciamento de crise, usado "no mundo".

“Foram utilizados todos os procedimentos, de acordo com a doutrina de gerenciamento de crise que é utilizado no mundo, desde o processo 'negociativo' incialmente, utilização progressiva da força. Infelizmente, houve por parte do provocador o disparo contra a tropa de intervenção, que teve que reagir imediatamente”, contou.

“Eu gostaria de deixar bem claro que a gente lamenta profundamente esse episódio e nos solidarizamos mais uma vez com a família do policial militar e com a nossa tropa. O objetivo da ocorrência não era esse, nós tínhamos um prognóstico melhor. Infelizmente, têm variáveis que não ficam na mão da polícia quando ela intervém, e sim do provocador, quando ele faz o disparo tentando atingir policiais militares e qualquer dispersante”, ressaltou.


14h: A ocorrência iniciou quando o militar chegou armado com fuzil e pistola, na Barra. Imediatamente ele iniciou disparos de fuzil para o alto. Ele foi cercado por unidades policiais do CPR Atlântico e especializadas, que isolaram o local;

15h: de acordo com a SSP, uma equipe do Bope iniciou a negociação. O soldado alternava momentos de lucidez com acessos de raiva, acompanhados de disparos. De acordo com o órgão de segurança pública, além dos tiros de fuzil, o soldado arremessou grades, isopores e bicicletas no mar;

18h35: O soldado teria falado que havia chegado o momento, fez uma contagem regressiva e iniciou os disparos contra as equipes do Bope. Após pelo menos 10 tiros, o soldado foi baleado e socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE);

Depois das 18h40: Jornalistas tentaram se aproximar do policial e foram afastados com balas de borracha;
23h: A Secretaria de Segurança Pública da Bahia confirma a morte de Welsey Góes no hospital.

G1 BA.




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