Brasil
Publicada em 29/11/19 às 16:56h - 3 visualizações
Mulher que roubou bebê em hospital do DF sofreu aborto e não contou ao namorado, diz polícia
Estudante universitária de 23 anos usou bolsa para levar recém-nascido. Criança foi encontrada após cerca de seis horas de buscas.

Rádio Inajá FM


A mulher de 23 anos que foi presa após roubar um bebê recém-nascido no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), no Distrito Federal, teria sofrido um aborto espontâneo há cerca de três meses. A informação foi repassada pelo delegado Luiz Henrique Sampaio da Delegacia de Repressão a Sequestros, nesta quinta-feira (28).

Segundo o delegado, a estudante de fonoaudiologia Daiane Fonseca dos Santos disse que cometeu o crime porque estava "psicologicamente abalada" e para "não decepcionar o namorado" após o aborto. As investigações apontam que ela premeditou o roubo e circulou no hospital por cerca de 12 horas antes do crime.


O pequeno Miguel Pietro, que nasceu na quarta-feira (27), foi levado pela suspeita por volta das 3h da manhã desta quinta. A mulher se apresentou como enfermeira e colocou o bebê dentro de uma bolsa. O recém-nascido foi encontrado por volta das 9h30, no .

O crime
Segundo o delegado Luiz Henrique Sampaio, Daiane disse que simulou o fim da própria gravidez com a intenção de roubar uma criança. Vestindo o jaleco ao qual tem acesso por ser estudante de fonoaudiologia, ela teria visitado o HRT pelo menos três vezes para "estudar o local".


"Ela entende um pouco de rotina de hospital, de como funciona", afirma o delegado.
Ainda de acordo com o responsável pelas investigações, mulheres que também estavam internadas na maternidade do HRT reconheceram Daiane e afirmaram que foram abordadas pela jovem.

"Ela fazia perguntas e tentava estabelecer uma relação de confiança com as mães. Ela esperou uma oportunidade [de levar uma criança] e só conseguiu de madrugada , com essa mãe que estava desacompanhada", conta o delegado.

Parto simulado
Após pegar a criança, Daiane colocou o bebê em uma bolsa  e saiu do local. No depoimento, a mulher disse que, depois do crime, simulou um parto em casa para enganar a família. Segundo a polícia, o banheiro da residência estava cheio de sangue e panos sujos.

Depois do parto simulado, ela chamou o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), que a encaminhou ao Hospital Regional de Ceilândia. No local, servidores desconfiaram da história contada pela mulher, já que a criança estava limpa e havia tomado vacinas. Por isso, chamaram a polícia.

Os investigadores ainda não conseguiram determinar como Daiane entrou no hospital. Segundo o delegado Luiz Henrique Sampaio, a instituição não tinha câmeras em funcionamento. "Possivelmente ocorreu uma falha na segurança do hospital", afirmou.

Em nota, a Secretaria de Saúde do DF afirmou que "preza pela segurança dos pacientes e que tem uma rigorosa vigilância.

Família desconfiou
Após o aborto, Daiane teria tentado engravidar novamente. De acordo com o delegado, ela suspeitava de uma nova gravidez, mas um exame recente apresentou resultado negativo. "Isso mexeu com o emocional dela", disse o delegado.

Parentes que moram com a jovem contaram à polícia que foram acordados com o choro da criança. Após ser questionada por eles, Daiane disse que estaria usando uma cinta para esconder a gravidez.

"Eles ficaram desconfiados e resolveram pedir o socorro ao Samu", afirmou o delegado.


O desaparecimento
Miguel Pietro foi levado do Hospital Regional de Taguatinga na madrugada desta quinta-feira (27), no DF .

O desaparecimento

O caso ganhou repercussão no início da manhã desta quinta (28), quando uma tia da criança, Raisa Almeida, publicou nas redes sociais um texto comunicando o desaparecimento do bebê.

Na publicação, a família afirma que a mãe de Miguel viu a suposta sequestradora, que estaria usando um jaleco. "Alta magra, cabelo preto, calça preto, blusa cinza e sapato roxo", diz trecho da descrição da suspeita. "Um aspecto de mulher jovem".

Ao G1, a tia contou que a irmã entregou o bebê à funcionária para a realização de exames.
"Ela é mãe de primeira viagem, não sabia como funcionava. Pediram para medir a glicemia às 3h e ela entregou o bebê. Ela chegou a ir atrás, mas perdeu de vista" contou.

Ainda de acordo com a família, a mãe do bebê estava sozinha porque o hospital não permitiu que a avó da criança a acompanhasse durante a noite.

O que diz o HRT

Após o caso, a Secretaria de Saúde do DF emitiu nota. 

"A direção do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) informa que o recém-nascido sequestrado na unidade, na madrugada desta quinta-feira (28), foi encontrado e já está com mãe.

A suspeita do crime deu entrada com a criança no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), nesta manhã, alegando que parto ocorreu em casa. Na ocasião, os profissionais de saúde de Ceilândia constataram que o menor não havia nascido fora de unidade hospitalar e já tinha características de atendimento médico, como o corte do cordão umbilical e a marca da vacina BCG.

Com o alerta do desaparecimento da criança em toda a rede pública de saúde, de imediato, a direção do HRC acionou as autoridades competentes, que identificaram o bebê e a suspeita. O recém-nascido está internado em Ceilândia, recebendo toda a assistência necessária. De lá, juntamente com a mãe, receberá alta – procedimento que ainda não tem data prevista.

SEGURANÇA – Na ocasião do desaparecimento da criança, o HRT contava com 15 seguranças e um supervisor. Ao tomar conhecimento do fato, todas as equipes do hospital foram mobilizadas, e os setores, revistados. As polícias Militar e Civil também foram acionadas.

A direção da unidade ressalta que preza pela segurança dos pacientes e que tem uma rigorosa vigilância. Com a ocorrência desse fato, os protocolos estão sendo revistos nesta manhã para aprimorar o trabalho e garantir que situações como essa não se repitam.

A Secretaria de Saúde, por fim, lamenta o ocorrido e reforça a importância do trabalho em rede, como ocorreu, possibilitando o desfecho do caso o mais rapidamente possível, e com final positivo. Destaca, ainda, que vai trabalhar para aprimorar a segurança nas unidades de saúde."

g1.



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